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Título: Discursos de sedução como prática gerencialista em startups
Título(s) alternativo(s): Seduction speeches as a managerial practice in startups
Autor(es): Mazo, Celso Giancarlo Duarte de
Orientador(es): Tonon, Leonardo
Palavras-chave: Cultura organizacional
Persuasão (Psicologia) nas organizações
Análise crítica do discurso
Comportamento organizacional
LinkedIn (Rede social on-line)
Empresas novas
Corporate culture
Persuasion (Psychology) in organizations
Critical discourse analysis
Organizational behavior
LinkedIn (Electronic resource)
New business enterprises
Data do documento: 25-Abr-2025
Editor: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus: Curitiba
Citação: MAZO, Celso Giancarlo Duarte de. Discursos de sedução como prática gerencialista em startups. 2026. Dissertação (Mestrado em Administração) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2025.
Resumo: A presente dissertação tem como objetivo compreender como a ideologia gerencialista se (re)produz por meio dos discursos de sedução nas startups, afetando as práticas gerenciais e a subjetividade dos trabalhadores. Fundamentado em uma abordagem crítica, o estudo parte da premissa de que as práticas gerenciais não são neutras, mas estão imersas em relações de poder e controle, sendo sustentadas por discursos persuasivos que moldam percepções e comportamentos organizacionais. A pesquisa adota como referencial teórico três pilares: a representação das startups como organizações hipermodernas, os mecanismos de sedução organizacional e a ideologia do gerencialismo. Metodologicamente, utiliza a Análise de Discurso Crítica (ADC), conforme a abordagem dialético-relacional de Norman Fairclough, aplicando seu modelo tridimensional (texto, prática discursiva e prática social). O corpus empírico é composto por postagens institucionais públicas de sete startups brasileiras na rede social LinkedIn, com foco em temas como cultura organizacional, recrutamento e posicionamento institucional. A análise revelou que, apesar de promoverem imagens ligadas à inovação, colaboração e autonomia, as startups frequentemente empregam discursos sedutores que mascaram práticas gerenciais que reforçam o controle e a padronização. Termos como “paixão”, “família” e “fazer parte do time” operam ideologicamente para gerar alinhamento subjetivo e emocional com os objetivos da organização. Evidenciou-se certa dissonância entre o discurso e as práticas concretas, com exigências por alta performance, disponibilidade constante e adesão irrestrita às metas organizacionais. Conclui-se que os discursos de sedução funcionam como ferramentas ideológicas que sustentam a lógica gerencialista nas startups, naturalizando relações assimétricas de poder sob uma retórica de modernidade e bem-estar, o que demanda reflexões críticas sobre suas implicações éticas e sociais.
Abstract: This dissertation aims to understand how managerialist ideology is (re)produced through seductive discourse in startups, affecting managerial practices and workers’ subjectivity. Grounded in a critical approach, the study is based on the premise that managerial practices are not neutral, but rather embedded in relations of power and control, sustained by persuasive discourses that shape organizational perceptions and behaviors. The research adopts three main theoretical pillars: the representation of startups as hypermodern organizations, the mechanisms of organizational seduction, and the ideology of managerialism. Methodologically, it employs Critical Discourse Analysis (CDA), following Norman Fairclough’s dialectical-relational approach, applying his three-dimensional model (text, discursive practice, and social practice). The empirical corpus consists of publicly available institutional posts from seven Brazilian startups on the social media platform LinkedIn, focusing on topics such as organizational culture, recruitment, and institutional positioning. The analysis revealed that, although promoting an image of innovation, collaboration, and autonomy, startups frequently employ seductive discourses that conceal managerial practices which reinforce control and standardization. Terms such as “passion,” “family,” and “being part of the team” function ideologically to foster subjective and emotional alignment with organizational goals. A dissonance was identified between the discourse and actual practices, marked by demands for high performance, constant availability, and full adherence to organizational targets. It is concluded that seductive discourses function as ideological tools that support the managerialist logic in startups, naturalizing asymmetrical power relations under a rhetoric of modernity and well-being, thus demanding a critical reflection on their ethical and social implications.
URI: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/40730
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